Sobre

Pintar é minha terapia ocupacional.

Pinto desde os 6 anos, quando minha avó, uma pintora amadora, me deu um pedaço de madeira, algumas tintas e me disse: “Tente pintar alguma coisa”.

Pintei ma árvore, um tipo de macieira com bolinhas nas quais escrevi o nome dos membros da família. Foi meu primeiro quadro e a única árvore genealógica que fiz na vida.

Depois disso demorei muitos anos para voltar a pintar e quando voltei foi em camisetas, com motivos de desenhos animados, Disney, Mangás… Adorava os pequenos detalhes e o resultado total. Infelizmente não era uma coisa que desse dinheiro, camisetas pintas a mão não são valorizadas o suficiente e qualquer camelô tem uma camiseta dos Cavaleiros do Zodíaco por um preço muito mais em conta. Então desisti.

Não voltei a pintar até que a saúde me obrigou a me aposentar por invalidez (sofro de SDCR, Síndrome da Dor Complexa Regional). Como sou uma pessoa extremamente ativa, fiquei desesperada em busca de coisas para fazer. Fiz cursos de marketing, mídias sociais, ciências políticas… Muitos e muitos cursos.

Criei um blog de marketing suacampanha.com o qual uso para oferecer dicas sobre marketing (que será desativado em breve). Ainda assim, precisava de algo mais para fazer, algo que me tirasse da cama, mas que não prejudicasse minha doença.

Foi assim que voltei a pintar.

Comecei com pequenas telas de 10×10 cm, com paisagen naif, vendi alguns, mas não era exatamente o que eu queria pintar. Tentei flores… Nada. Paisagens urbanas… Nada. Tentei um estilo mais próprio, voltando à ideia dos quadrinho, mas também não era o que eu queria.

O problema é que, apesar de a maioria olhar meus quadros e dizer que estavam lindos, ótimos e etc. eu olhava para eles e não conseguia achá-los bonitos, não conseguia me sentir satisfeita com meu trabalho.

Um dia, uma amiga queria me trouxe um livro de colorir para adultos, era a última moda e eu achei lindo, o problema é que o livro tinha que ser colorido com lápis de cor e eu realmente detesto pintar com lápis de cor. Pintei algumas figuras com tinta e pincel, mas os detalhes eram muito pequenos e acabei desistindo.

Mas gostei da ideia de pintar coisas já prontas, por isso baixei um aplicativo de colorir e comecei a usar. Foi quando descobri o Paisley.

Fiquei encantada com aqueles desenhos, tão intrincados, tão cheios de detalhes, mas o aplicativo tinha partes que não permitiam colorir, assim, decidi criar meus próprios Paisleys em telas.

E foi assim que tudo começou…

Vender meus quadros é apenas uma consequência, não um objetivo.

 

 

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